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Qual a diferença entre doença arterial e venosa das pernas?

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Dr. Paulo Eduardo Ocke Reis
Chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Universitário Antônio Pedro (RJ)
Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Membro Efetivo da Sociedade de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro
Member of the International Society for Cardiovascular Surgery

O cirurgião vascular trata das doenças venosas, arteriais e linfáticas. As venosas, na maioria das vezes, são varizes e um tratamento precoce, com a devida manutenção, evita a piora da doença.

As doenças arteriais relacionadas à arteriosclerose - em grande parte aneurismas (dilatações ou abaulamentos), placas de colesterol carótidas e insuficiência vascular nas pernas - são tratadas pela cirurgia vascular ou, mais recentemente, pela cirurgia endovascular.

O tratamento mais moderno e eficiente para essas doenças é para as doenças venosas: escleroterapia (aplicação); microcirurgia de varizes. Para casos de doenças arteriais existem os tratamentos arterial vascular clínico ou cirúrgico e endovascular, minimamente, invasivo.

É muito importante que os diabéticos reconheçam se os sintomas que apresentam são de doenças venosas (varizes) ou de arteriais, que são de maior preocupação. Na verdade, a presença de sintomas deverá determinar a procura de um centro especializado o mais rápido possível.

Os sintomas da doença arterial são: dor nas pernas, que piora ao caminhar e melhora quando para, mas não melhora com a elevação das pernas. Quando a doença é de característica venosa, ocorre dor nas pernas que piora no decorrer do dia, piora quando se fica de pé, parado, mas melhora com a elevação das pernas. Os sintomas venosos identificados com mais freqüência estão relacionados a dor com sensação de peso (“cansaço”) que é mais intensa na parte da tarde, além da ocorrência de cãibras e dormências.

A observação da presença de varizes é comum em nosso meio, mas não há uma imediata procura de cuidados especializados. A presença de lesões (“machucados” ou feridas) nas extremidades deve chamar a atenção, pois no caso de doença venosa, só ocorrerá numa fase avançada da doença e, certamente, o paciente já sabia ser portador de varizes.

A insuficiência vascular arterial é uma complicação que pode ser grave nos pés dos diabéticos, principalmente, quando existe um mau controle da glicemia. Devem ser tratadas como um quadro emergencial, sendo um pouco diferente do quadro venoso, que deve ser realizado por um especialista. A presença de neuropatia (diminuição da sensibilidade dos nervos) pode agravar uma infecção nos membros inferiores do diabético. A doença se localiza na microcirculação. Em caso de doença arterial como, por exemplo, a arteriosclerose haverá um agravamento do quadro de isquemia (pouca oxigenação e nutrição dos tecidos).

Para prevenir a doença venosa deve-se evitar permanecer longo tempo sentado ou em pé. Evitar banhos quentes e saunas. Procurar tomar duchas frias, pois estimula a circulação. Manter-se no peso ideal e evitar o uso de pílulas anticoncepcionais, em associação com o cigarro.

A prevenção da doença arterial deve ser feita através de uma cuidadosa inspeção dos pés procurando rachaduras, feridas ou micoses como, por exemplo, as “frieiras”. Recomenda-se secar bem os pés, principalmente, entre os dedos para evitar a umidade. Deve-se também passar creme hidrante nas regiões ressecadas, menos entre os dedos. Usar meias de algodão para absorver o suor, evitar calçados apertados ou com saltos altos, além do sedentarismo.

O controle da glicemia deve ser sempre o principal objetivo a ser alcançado na busca de pernas saudáveis.

Parte da cura está na vontade de curar-se.

Tio_juliao_Florentina
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