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Informando de forma doce

JanainaJanaina Guilhermino
É jornalista e conseguiu encontrar na profissão uma vantagem em ter diabetes. Aqui a nossa convidada de junho conta um pouco da sua experiência e que influenciou no seu próprio estilo de vida.

Como jornalista, portadora de diabetes tipo 1 há 23 anos, encontrei na minha profissão a maior realização como portadora de diabetes: aprender cada vez mais sobre minha doença e, ao mesmo tempo, ajudar outras pessoas a superarem suas dificuldades no tratamento. Mais do que isso: conheci outros jovens, que, como eu, também passam por situações semelhantes a minha e, assim, trocar grandes experiências sobre a convivência com o diabetes.

Uma grata surpresa

Em 2.000, estudava Comunicação Social na PUC-Rio e lembro, como se fosse hoje, do dia em que liguei para a empresa em que trabalho atualmente e falei que era diabética. Na ocasião, falei que gostaria de trabalhar como estagiária e escrever sobre o assunto. Já sabia que se tratava de uma empresa especializada no assunto – a Informed Jornalismo – pois recebia uma das publicações que ela produzia na época.

Qual não foi minha grata surpresa quando recebi uma resposta positiva ao meu pedido e comecei a estagiar no dia do meu aniversário – dia 3 de janeiro de 2001 - e continuo até hoje, como jornalista contratada, fazendo o que mais gosto na vida: escrever.

Atualmente trabalho como coordenadora de conteúdo do site da Sociedade Brasileira de Diabetes, fazendo reportagens, além de escrever também para o jornal impresso da Sociedade. Também já fiz matérias para a Revista Mais Saúde, publicação dirigida aos portadores de diabetes da SBD. Além disso, fiz coberturas de eventos no Rio de Janeiro e em outros estados brasileiros, o que me deu a oportunidade de fazer viagens, antes nunca imaginadas.

Aqui no Rio de Janeiro, onde moro, fiz parte da equipe que cobriu o 13º Congresso Brasileiro de Diabetes, em 2001. No Rio Grande do Sul, fiz a cobertura da inauguração do Instituto da Criança com Diabetes no ano passado. Ainda em 2003, acompanhei de perto, a inédita participação da SBD, através do seu Departamento de Atividade Física, na Maratona Pão de Açúcar de Revezamento, em São Paulo. Foi a primeira vez, no Brasil, que uma maratona ofereceu uma equipe de apoio, com endocrinologistas e professores de educação física, a atletas diabéticos.

Além de ter o diabetes na minha família - meu pai, meus avós paternos, uma prima e um tio – acabo lidando diariamente com dezenas de pessoas. Cuido dos emails que chegam ao site e vejo as dificuldades de outras pessoas com diabetes. Divido com eles os problemas e sinto que dou conforto e alívio, quando conto que também tenho diabetes. É a informação melhorando a qualidade de vida, animando e educando. É um trabalho gratificante e educativo, pois se eu aconselho não posso fazer diferente. Acaba sendo um aprendizado diário que vai modificando a minha vida.

Acho fundamental, além do acompanhamento médico, que o paciente tenha acesso a informações atualizadas e de fácil compreensão, que o ajudem e o estimulem a fazer o tratamento adequadamente. Por se tratar de uma doença crônica e que, portanto, nos acompanha a vida toda, é claro que vários obstáculos surgem em diferentes momentos da nossa vida.

Só posso dizer que, mais do que uma realização profissional, tenho no meu trabalho, uma forma prazerosa de ver o meu diabetes: aprender cada dia mais, ajudar outras pessoas e passar informações corretas e eficientes, com uma linguagem especialmente doce...

Tio_juliao_Florentina
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